Uma outra opção de previdência, desta vez criada pelo próprio governo, é o Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), que ainda depende de regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para ser colocado em prática.
Enquanto isso não ocorre, alguns bancos e seguradoras já se estão preparando para ofertar o fundo para seus clientes tão logo sejam definidas as regras de funcionamento, entre elas a taxa de administração. A regulamentação do Fapi está prevista para o próximo mês.
O Banco de Boston saiu na frente. Criou uma modalidade específica de aplicação, enquadrada no Boston Futuro Programado, para a transição. O dinheiro permanece aplicado nesse fundo até que o novo seja lançado no mercado.
O objetivo do Boston, segundo o diretor de Crédito Imobiliário do banco, Fábio Nogueira, é oferecer mais uma opção de fundo de aposentadoria ao cliente, com a vantagem de poder abater até R$ 2,4 mil do Imposto de Renda. A desvantagem é ter de pagar imposto pesado sobre resgates antes de dez anos.
A Caixa Econômica Federal, o Bradesco e o Itaú também acenam com o Fapi tão logo saia sua regulamentação. O diretor de Previdência do Itauprev, Oswaldo do Nascimento, afirma que o arredondamento do ItauFapi depende apenas de como a CMN definirá as regras do novo produto. Para ele, o Fapi será dirigido ao investidor-contribuinte que pode tirar melhor proveito do abatimento do Imposto de Renda até o limite de R$ 2,4 mil. O diretor-financeiro da Vera Cruz, Egydio Zeppelini Júnior, anuncia que também vai oferecer o Fapi. Mas acredita que o novo fundo deve deslanchar apenas daqui a três anos.

mockup