FAO defende incremento da agricultura
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Da Redação 
Londrina - A representante da Organização Mundial para Agricultura e Alimentos (FAO), Sally Bunning, defendeu ontem em Londrina a necessidade de se aumentar a produtividade agrícola no mundo, mas com sustentabilidade. Precisamos produzir mais e melhor para alimentar a população que em 2030 deve ser de aproximadamente 8 bilhões de pessoas. Mas é preciso buscar parâmetros que propiciem a produção agrícola sempre, alertou a pesquisadora na abertura do Workshop sobre Manejo Biológico do Solo para a Agricultura Sustentável, que está sendo realizado no auditório da Embrapa/Soja.
Sally disse que é preciso manter as propriedades biológicas do solo, promovendo a conservação dos recursos genéticos e evitando degradação ambiental. Hoje podemos dizer que o uso indiscriminado de agrotóxicos e resíduos de nitrato na água prejudicam de uma forma ou de outra cerca 3 milhões de pessoas , ressaltou.
Exemplos de trabalho que deram certo foram apresentados no workshop internacional. Representando o Egito, Klaus Merkens, da Associação Biodinâmica Sekem, mostrou dados sobre o cultivo de algodão orgânico no país. Segundo ele, o algodão é uma das culturas que mais demandam agrotóxicos, tanto que as lavouras que ocupam menos de 1% das terras agricultáveis, utilizam 18% dos agrotóxicos aplicados
no mundo. É possível produzir algodão sem o uso de insumos químicos artificias, garantiu.
A experiência da Austrália de monitorar a saúde do solo como indicador para uma agricultura sustentável foi destacada por Clive Pankhurst, vinculado a um órgão de pesquisa do governo australiano. Clive abordou como um grupo de produtores de cana-de-açúcar do norte da Austrália conseguiu recuperar o solo da região, aumentar a produtividade e diminuir o uso de agrotóxicos adotando medidas simples como manejo integrado de pragas, plantio direto, rotação de culturas e utilização de adubos verdes.
O workshop prossegue até sexta-fe9ra, com a participação de mais de 40 representantes de governos e órgãos oficiais de pesquisas, iniciativa privada, universidades e produtores de 18 países.


