Famílias fazem cálculos para driblar despesas
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Em 2005, ano do casamento do engenheiro civil Elian Moreira e da consultora de serviços Késia Moreira, os gastos com aluguel comprometiam, em média, 10% da renda do casal. Quatro anos depois, em 2009, já morando em outro imóvel, o custo aumentou 83,3% - algo em torno de R$ 250 - englobando exatos 14% do salário de ambos. Percentual ainda baixo se comparado às depesas das famílias brasileiras com habitação, que segundo dados do levantamento do IBGE, divulgado ontem, correspondiam a R$ 765,89 em 2009, ou 29,2% da renda das famílias.
Pensando em gastar menos com o aluguel, o casal planejou e comprou em 2010 um apartamento na região Sul de Londrina ainda na planta. Atualmente, a família, que agora possui um filho de três anos, utiliza por volta de 22% da renda para eliminar as despesas com o aluguel e com a construtora que negociaram o imóvel. ''Foi importante fazer esta conta para conseguirmos nos livrar do aluguel no final do contrato. Felizmente, meu salário foi aumentando num ritmo maior do que as despesas com habitação'', explica Moreira, que deve mudar de endereço definitivamente no início do ano que vem.
Se os gastos com moradia aumentaram, com saúde não é diferente. De 2003 a 2009, as famílias brasileiras passaram a dispender fatia maior de seus gastos com saúde para a compra de remédios e o pagamento mensal do plano de saúde. Os remédios correspondiam a 48,6% dos R$ 153,81 gastos mensalmente. Em 2003, a despesa ficava em 44,9%: um aumento real de 8%. Para a empregada doméstica Maria das Graças, as despesas com medicamentos ficam em R$ 50 mensais. ''Não representa muito no orçamento, mas é claro que os preços estão aumentando cada vez mais.'' Já para a aposentada Marina Diaz Garcia, os custos com medicação para ela e seu marido ficam na casa dos R$ 300 por mês. ''Precisamos pesquisar bastante para não estourar o orçamento'', decreta.


