Família fez das vassouras profissão
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terça-feira, 04 de outubro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
O piauense Bento Domingos de Oliveira, 50 anos, deixou de consertar aparelhos de TV para se aventurar por um mercado diferente. Há pouco mais de cinco anos, ele passou a fabricar vassouras de nylon para limpeza de teto. Detalhe: com alguns arames e pedaços de madeira - acoplados na carroceira de sua C-14 ano 68 com motor adaptado a diesel - ele leva um minuto e meio para fabricar uma vassoura. E foi a rapidez e a agilidade das mãos de Oliveira que chamaram a atenção de quem passou pela Feira da Saul Elkind, na Zona Norte de Londrina, no último domingo.
Oliveira, o filho Danilo e os sobrinhos Fabrício e Isael saíram de Teresina há 30 dias e vieram parando de Estado em Estado. Até chegar em Londrina, eles venderam pelo menos 1.200 vassouras - a maioria delas em São Paulo. ''Aqui parece que está fraco o comércio'', comentou ele, que estacionou a camionete ao lado da feira para oferecer a novidade, que custa R$ 8. Eles permaneceriam na cidade até hoje.
Segundo Danilo, a vassoura é mais conhecida por ''vasculhador de teto'' e não tem nada igual para tirar teias de aranhas. ''O nylon ajuda a segura a teia. Depois é só lavar e a vassoura está nova de novo'', comentou o rapaz. O nylon é cortado em tamanho pouco maior de 10 centímetros e, usando um arame e alguns pedaços de madeira, o material é torcido e a vassoura está pronta para ser encaixada num cano de madeira.
Fabricar vassoura de teto dá mais dinheiro que consertar tevê? ''Eu achei isso melhor, porque estou conhecendo várias partes do Brasil. A gente anda bastante e conhece muita gente'', justifica o piauense. De Londrina, a família viajaria para São Paulo. Daqui a um mês eles deverão retornar à terra natal.


