Família bate perna e consegue gastar menos
Os olhinhos de Aline, de 6 anos, e de Audrey, de 3, brilham e elas correm por toda a papelaria atraídas pelos coloridos e vistosos desenhos das capas de cadernos, fichários e lancheiras. Mas, com jeitinho, a mãe Vera Scaglione, de 35 anos, logo convence as filhas a pegarem apenas artigos com preços em conta.
Administradora escolar de uma faculdade, Vera já se conscientizou de que não pode adquirir tudo num só lugar. ''Eu pesquiso e vou a pelo menos três lojas para completar as listas.'' Na companhia do marido, o comerciante Camilo Dantas, Vera já comprara parte do material no Centro, antes de se dirigir a outra loja, na periferia. ''Daqui ainda vou para uma papelaria do bairro e tenho ainda de passar numa livraria.''
''Seria fácil e confortável ir a um só lugar. Mas, com certeza, iríamos gastar uns 50% a mais'', argumenta. Ela calcula que todo o material ficará em cerca de R$ 300. ''O absurdo é que vou gastar mais na lista da Audrey, que está no infantil, do que na da Aline que passou para a primeira série'', comenta.
A pesquisa de Vera se estendeu a mercados e farmácias. ''Isso porque tem sempre aquela parte que eu chamo de gincana, ou seja, aqueles pedidos de caixa de lenço de papel, cotonete, algodão e outros itens do gênero.'' Isso sem falar nos pedidos de palito de sorvete, lantejoulas, brocal, purpurina e folhas de tudo quanto é tipo de papel. ''Esse material eu encontrei mais em conta em um armarinho'', conta.
Prática, Vera vai logo encerrando a compra, enquanto o marido acompanha as meninas em sua correria em busca das novidades. (M.R./AE)





