Família aluga pasto para usina
O agropecuarista Joaquim Ribas tocava tranquilamente sua fazenda na divisa do Paraná com Santa Catarina até ser procurado por empresários interessados em uma coisa que ele já tinha percebido que ocorria em abundância em suas terras: o vento forte e constante. Decidiu apostar na ideia e arrendar pequenas porções do terreno sem precisar tirar o gado nem abandonar suas plantações.
Há cinco anos, viu subir em suas paragens grandes tubos de ferro equipado com imensos ventiladores capazes de usar o que até então era só mais um componente da paisagem para gerar energia. Eu já tinha lido algumas coisas e quando era criança, meu pai usava o cata-vento para gerar energia em casa. Isso já dava uma idéia do potencial da região, recorda.
Ribas diz que o negócio é promissor mas ele pagou o preço pelo pioneirismo. Não foi tão bom porque quem sai na frente paga o preço. Eu fiz um contrato para começar a receber em seis anos, que dá no ano que vem. Por outro lado, ele aposta que a região pode ser muito mais explorada. Já me disseram que por aqui teria capacidade para instalar muito mais geradores mas do lado do Paraná a teimosia do Governo impede novos investimentos, la-menta.
No lado paranaense o filho do agropecuarista, Carlos Alberto Ribas, também arrendou terras para implantação da usina de Palmas. O vento judiou da gente durante tanto tempo e agora está nos ajudando, comemora ele que, além da parceria com o empreendimento, também abriu uma pequena loja onde vende souvenirs e refeições. Para gente aqui do mundo inteiro. Tem muito alemão, americano, argentino e brasileiro, aponta. Ele celebra ainda o fato de não ter precisado se mudar da região nem de deixar de lidar com gado ou ter que limitar a liberdade dos seus filhos e dos funcionários, que continuam brincando nos arredores dos aerogeradores. (L.A.)





