Faltam terrenos nos cemitérios públicos
A falta de terrenos é o principal problema nos cemitérios públicos de Londrina. Dos cinco existentes no perímetro urbano, apenas o Jardim da Saudade, na Zona Norte, tem lotes disponíveis. Nos outros quatro, o sepultamento depende da disponibilidade do momento, não havendo a comercialização antecipada como ocorre nos cemitérios particulares.
A proibição de compra e venda de terrenos nos cemitérios públicos de Londrina foi aprovada por uma lei municipal que está em vigor desde agosto do ano passado. ''Estava acontecendo uma espécie de especulação imobiliária nos cemitérios. As pessoas compravam os terrenos e revendiam por valores bem acima do normal, causando um certo desconforto para a família que perde um ente querido porque o objetivo não é o comércio'', justifica a superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Camila Kauam Menezes Zulian.
Hoje, a família que queira dispor de um terreno que tenha em um cemitério público, só pode negociar com a própria Acesf. Uma possível transferência de terreno sem conhecimento da autarquia não tem valor legal e pode ainda causar problemas no futuro se a família que vendeu o imóvel reivindicar a posse.
Para Camila, o custo com o funeral varia de acordo com as possibilidades e a vontade da família. ''Atendemos do mais simples ao mais luxuoso'', afirma. A Acesf realiza o sepultamento sem nenhum custo para as famílias sem condições financeiras. No entanto, depois do sepultamento os familiares receberão a visita dos assistentes sociais do município para confirmar se de fato é carente ou não.
A superintendente acredita que a falta de terrenos nos cemitérios de Londrina será resolvida com dois novos empreendimentos particulares que serão ativados no próximo ano. Um se localiza na Região Norte, perto do Jardim da Saudade, e o outro, no Jardim São Francisco (Região Oeste). Cada um terá 9 mil lotes e o município tem direito a 5% das vagas.
Camila reconhece também que está havendo uma mudança de conceito da sociedade quanto às empresas que trabalham com planos funerários. ''Há algum tempo, havia uma resistência muito grande a esse tipo de assunto, mas hoje boa parte das pessoas tem mais conhecimento e encara o negócio como um seguro de carro ou de casa'', compara. E segundo ela, a relação destas empresas com a Acesf é ''tranquila''. ''As empresas reduzem o sofrimento das famílias que não precisam se preocupar com detalhes burocráticos e comerciais em um momento tão difícil''. (E.A.)





