Na opinião de Wanderson Castilho, as estatísticas a respeito do cibercrime no Brasil são escassas mesmo nas delegacias. Isso acontece, entre outros motivos, pelo fato de o País ainda não ter leis específicas para o crime. ''Se existem dezenas, centenas de vítimas de crimes reais, no virtual o número é muito maior.'' Pela ausência de leis específicas, a resolutividade de casos envolvendo crimes cibernéticos acaba sendo pequena.
A maioria que procura a empresa de Castilho, que trabalha com segurança da informação e perícia digital, é pessoa jurídica ou física que já recorreu a tudo o que podia para solucionar problemas. Segundo ele, com as ferramentas desenvolvidas pela empresa, cerca de 97% dos casos atendidos - em sua maioria difamação, fraude, clonagem industrial - foram solucionados.
Castilho afirma que um mapa da criminalidade digital está sendo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas de Crimes Cibernéticos (IBPCC) e logo deverá ser divulgado pelo Instituto, o que poderá contribuir para as estatísticas do cibercrime no Brasil.(M.F.C.)

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