Faltam incentivos para reflorestamento comercial
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de outubro de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba A falta de incentivos e investimentos por parte dos governos dos países do Mercosul no setor florestal foi a tônica do encontro entre membros do Conselho de Desenvolvimento Sustentado Florestal do Mercosul (Cedefor) e empresários da silvicultura do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, realizado ontem, em Curitiba. Eles querem apoio para a ampliação do plantio florestal comercial.
Os silvicultores brasileiros reivindicam que a atividade faça parte das políticas agrícolas nacionais e defendem a implantação de um programa nacional de florestas, a exemplo do modelo adotado no País entre 1965 e 1988, reforçou o presidente do Cedefor no Brasil, Roberto Gava. Uma proposta foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a argumentação de que a produção florestal pode gerar mais 2,5 milhões de empregos no País.
Segundo Gava, a participação brasileira no comécio internacional de produtos de base florestal é de apenas 1,5%, enquanto a Finlândia que tem o equivalente a 4% do território brasileiro responde por 7,8% do mercado mundial. ''O Brasil ainda não enxergou os benefícios econômicos, sociais e ambientais da silvicultura'', complementou.


