Curitiba - O senador do Paraná Osmar Dias (PDT) disse que o Ministério da Agricultura não está recebendo dinheiro do orçamento do governo federal para atender o trabalho de controle sanitário no País inteiro. Este ano, está sendo liberado R$ 68 milhões, quando o País necessitaria de R$ 400 milhões para fazer o controle da febre aftosa, demais doenças que afetam os rebanhos pecuários e fiscalização nos portos, aeroportos e fronteiras.
Osmar Dias disse que o governo federal não pode deixar de investir em sanidade sob pena de perder mercados duramente conquistados. De acordo com o senador, o Ministério da Agricultura precisa intensificar o controle da aftosa nas regiões Norte e Nordeste, onde apenas 15% do rebanho é vacinado. ''Naquelas regiões, falta estrutura de fiscalização como técnicos e recursos para fazer um trabalho de conscientização dos pecuaristas'', explicou.
Osmar alertou que o Brasil não pode dar margem aos parceiros internacionais para que acirrem uma guerra comercial contra o Brasil por causa de um sistema sanitário ineficiente. O senador acusou o ministério de negligente com as exportações. A acusação foi reforçada pelo assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) Carlos Augusto Albuquerque que acusou o ministério de fazer uma ''economia burra''.
A Folha tentou entrar em contato com o diretor de Defesa Sanitária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, por duas vezes, mas não teve retorno.

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