O setor do açúcar é o que mais utiliza as ferrovias no Estado. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), 70% do produto que chega para a exportação são transportados por trem. Mesmo assim, a Alcopar se sente prejudicada nas negociações com a ALL. ''Quando a empresa ganhou a concessão (há 15 anos), o Estado praticamente não tinha fábrica de açúcar. E, por isso, a operadora calcula o frete com referência em outros produtos'', reclama o superintendente da entidade, José Adriano da Silva Dias.
De acordo com ele, por ter uma densidade maior, a operadora carrega mais toneladas de açúcar que de outros produtos num mesmo espaço. ''Pedimos à ANTT uma tabela referência de frete específica para nós'', justifica. Ele também critica os valores cobrados. ''Está muito próximo da tarifa rodoviária. Às vezes, chega a ser superior quando a demanda por trem é maior.''
Em todo o País, a participação do modal ferroviário no transporte do açúcar é mais tímida: 30% na última safra. Mas, segundo o presidente da Rumo Logística, Julio Fontana, 90% da produção chegarão aos portos por trem até 2015. ''Na safra 2008/2009, apenas 12% do açúcar chegavam ao porto em vagões. Na safra passada, o volume passou para 30%. Atingiremos 50% nesta safra e chegaremos a 90% em 2015'', disse Fontana.
Em evento em Sumaré (SP), a Rumo Logística, do Grupo Cosan, anunciou o início das obras do terminal de Itirapina (SP) com investimento de R$ 200 milhões. A unidade integra o pacote de investimento de R$ 1,3 bilhão já anunciado pela companhia, para mudar o transporte de açúcar produzido na Região Centro-Sul do País, de rodoviário para ferroviário. Os investimentos incluem cobertura em terminal de exportação em Santos (SP), compra de 50 locomotivas e 739 vagões, e a duplicação de trechos ferroviários da ALL até Santos. (N.B./Com Agência Estado)

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