Curitiba - A previdência pública administrada por Estados e municípios precisa de profissionalismo e seriedade. ''Previdência social é um assunto para ser tratado não por políticos, nem por amadores, nem por pessoas que sejam indicadas para determinadas funções mas, por profissionais'', disse o ministro da Agricultura e ex-ministro da Previdência, Reinhold Stephanes. Ele participou do 1º Seminário Sul da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem) que foi encerrado ontem em Curitiba.
Para ele, o Brasil tem problemas na área previdenciária por trabalhar fora da doutrina universal do setor, dos princípios e fundamentos que o mundo vem praticando. Entre os principais problemas que o País tem enfrentado nesta área estão a gestão e a incompatibilidade da previdência estruturada no Brasil fora dos padrões internacionais. ''A maioria dos países procurou se estruturar dentro de determinados fundamentos, o que não aconteceu com o Brasil que caminhou para corrigir seus erros mas ainda falta um trecho muito grande a ser percorrido'', disse.
O presidente da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais, João Carlos Figueiredo, disse que os Estados mais populosos e mais antigos têm uma relação muito justa entre servidores ativos e inativos. Ele destacou que, no Rio Grande do Sul, por exemplo, a relação entre ativos e aposentados é de um para um. Para ele, uma situação ideal seria ter sete servidores ativos para cada inativo.
Figueiredo disse que, hoje, o Paraná tem uma situação controlada. De acordo com o presidente da ParanaPrevidência, José Maria Correia, a relação entre ativos e inativos no Estado é de 2,5 por um. Ele lembrou que o Paraná tem um fundo previdenciário de R$ 5,240 bilhões. ''É uma fórmula diferenciada e que está sendo criada por outros Estados'', disse. Hoje, o Estado tem 93 mil aposentados e 160 mil ativos.

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