Curitiba - Um grupo de acadêmicos do quarto ano do curso de Administração de Empresas, do Centro Universitário Positivo (Unicemp), de Curitiba, apresentou um projeto que visa atrair investidores para instalação de uma empresa especializada em fazer a tipagem sanguínea em bovinos.
Com o aumento das práticas de transferência de embriões e fecundação in vitro, o teste vem sendo cada vez mais exigido pelas associações de criadores para registro dos animais. No projeto, os estudantes Fabrício Gomes, Gustavo Simões, Marcel Dilly e Márcio Rosseto disseram que a empresa pode ser instalada com investimentos da ordem de R$ 500 mil.
A expectativa de faturamento anual pode chegar a R$ 3,2 milhões em cinco anos, com lucro estimado entre 30% a 40%. A expectativa é que dentro desse prazo, a empresa tenha 15% de participação real no mercado de tipagem sanguínea, hoje dominado por quatro empresas no País, sendo uma delas paranaense.
No Paraná, apenas a Universidade do Norte do Paraná (Unopar), de Arapongas, faz os testes de tipagem sanguínea. O responsável pelo serviço, professor Flávio Antonio Barca Júnior disse que a maior dificuldade na instalação de empresas especializadas reside na obtenção de reagentes para os testes, que são obtidos com os próprios animais. ''É preciso ter muita experiência'', recomenda.
Os testes de tipagem sanguínea em bovinos faz análises de parentesco dos animais e são utilizados para garantir que determinado animal é filho daquela mãe e daquele pai, cujos dotes de qualidade são conhecidos e registrados pelas associações de criadores. Os testes de confirmação de parentesco são regulamentados pelo Ministério da Agricultura. ''A tipagem sanguínea é semelhante a um teste de DNA, mas a metodologia é diferente por causa do sistema sanguíneo em bovinos que é muito complexa'', explicou Barca.
Barca Júnior reconhece que o mercado tem potencial porque a procura pelos testes supera a oferta, ainda mais considerando o aumento do gado de elite. ''Atualmente 95% dos animais de elite são resultantes de transferência de embriões e as associações de criadores exigem os testes de tipagem sanguínea''.
Atualmente a Unopar faz cerca de cinco mil testes por ano e não consegue atender a demanda de mercado. A maior dificuldade em expandir o serviço, segundo o professor, está na produção de reagentes cujo processo é demorado.
Por outro lado, o potencial de mercado anima os estudantes nesse empreendimento. Eles alegam a disponibilidade de um mercado em expansão, pouca concorrência, baixo investimento inicial, estimativas de crescimento e ganhos futuros tentadores.

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