Cálculos de técnicos do programa de planejamento energético da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coope) da UFRJ mostram que o Plano Prioritário de Termoelétricas, que prevê a construção de 49 usinas até 2003, é inviável. O coordenador do programa, o engenheiro e economista Maurício Tolmasquim, explica que não há condições materiais para a conclusão de todos os projetos. ‘‘Há falta mundial de turbinas’’, diz.
Tolmasquim afirma que o aquecimento da economia americana aumentou muito a necessidade energia elétrica naquele país e, como consequência, criou uma enorme demanda por equipamentos para a construção de usinas. ‘‘Os fabricantes de turbinas já estão trabalhando no máximo da capacidade instalada e os investimentos em novas fábricas são altos e têm um tempo grande de maturação’’, diz.
Tolmasquim acredita que a Petrobras pode ter mais facilidade para conseguir o material por ser uma empresa estatal e por isso os empreendimentos que envolvam a empresa têm maiores chances. ‘‘A Petrobras tem muita força para negociar uma compra’’.

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