Curitiba Se o Brasil não começar a investir no desenvolvimento de pesquisas e no plantio de trangênicos vai perder competitividade. Essa é a opinião do coordenador paranaense do Projeto Genoma Brasileiro (que estuda os gens de plantas e animais) e diretor do curso de zootecnia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Humberto Maciel França Madeira. Para o especialista, não há como fugir das sementes geneticamente modificadas e, enquanto o Brasil fica em cima do muro com a desculpa de falta de pesquisas mais esclarecedoras, outros países estão desenvolvendo tecnologias, que serão vendidas a um custo alto para o País mais tarde.
''O produtor já está ganhando menos. E os que comçarem a plantar agora produtos transgênicos vão ganhar menos ainda, já que vão ter que pagar royalties para os países que detêm a tecnologia. É por isso que o Brasil já deveria estar investindo em pesquisas'', afirma Madeira. Um dos grandes empecilhos que tanto o governo federal quanto o estadual vêem para o plantio dos grãos geneticamente modificados é a falta da dimensão dos impactos ambientais que a mudança pode causar. Contudo, Madeira afirma que quando se estuda os gens das plantas modificadas já é possível fazer uma previsão dos riscos.
Quanto aos supostos malefícios que os trangênicos podem causar à saúde humana, a professora do curso de Engenharia de Alimentos da PUC no Paraná, Cinthia Bittencourt Spricigo, diz que todos os alimentos que possuem organismos geneticamente modificadas disponíveis no mercado passaram por rigorosos testes, principalmente com relação a alergias. ''Para qualquer produto entrar no mercado, seja no Brasil, seja em outros países, há bastante rigor na aprovação. Para os que possuem elementos transgênicos o rigor é maior ainda'', explica.

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