A disponibilidade de sementes poderá representar uma barreira à expansão da área cultivada com trigo na safra 2001, segundo técnicos que acompanham o cereal nos dois principais Estados produtores, o Paraná e o Rio Grande do Sul. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná estima que há oferta para repetir a área de 2000, quando foram plantados 760 mil hectares. ‘‘Talvez fique difícil aumentar a área’’, analisa o agrônomo do Deral Otmar Hubner.
O Deral pretende ter, no final de fevereiro, a primeira estimativa de plantio no Estado, o que permitirá uma avaliação mais precisa do panorama. Pelos cálculos da entidade, há sementes no Paraná para cultivar 550 mil hectares. Além disso, os produtores historicamente guardam estoques para 20% da área, comenta Hubner. Somando a oferta interna com as compras de sementes do Rio Grande do Sul, o volume final deve cobrir as necessidades, analisa o agrônomo do Deral.
O chefe-geral da Embrapa Trigo, Benami Bacaltchuk, confirma que já há procura dos produtores paranaenses pelas sementes produzidas no Rio Grande do Sul. Ele ressalta, contudo, que há poucas opções de cultivares que podem servir ao Paraná.

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