São Paulo - A percepção de falta de segurança inibe o aumento do número de correspondentes bancários no País, segundo pesquisa sobre a atividade realizada pela TNS Interscience e divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Entre os estabelecimentos que já receberam convite para se tornar correspondente bancário e não aceitaram, 38% recusaram por falta de segurança com receio de roubos e assaltos. Outros 18% rejeitaram o convite devido à pouca atratividade do negócio, citando o retorno baixo e o aumento dos gastos com funcionários, por exemplo.
A falta de segurança também é lembrada pelos estabelecimentos que decidiram deixar de ser correspondentes. Segundo o diretor setorial de Correspondentes da Febraban, Frederico Queiroz, os que deixaram de exercer a função destacam como motivos o grande trabalho de atender ao público, a necessidade de aumentar o número de funcionários, a não verificação de maior fluxo de pessoas nas lojas e a insegurança.
''O que sustenta o modelo de correspondentes bancários é o fato de a atividade aumentar o fluxo de pessoas nos estabelecimentos e, consequentemente, as vendas dos mesmos. Para alguns, porém, isso não ocorreu, por isso eles deixaram de exercer a atividade'', explica Felipe Menezes, gerente de Negócios da Interscience.
A pesquisa também buscou a opinião dos atuais correspondentes. De acordo com Queiroz, da Febraban, 76% disseram que estão satisfeitos com a atividade, principalmente porque essa gerou um aumento do fluxo de pessoas e de vendas. Os 24% que estão insatisfeitos consideram que a função de correspondente bancário não agregou muito ao negócio principal deles.
Entre os correspondentes, 63% não possuem seguro ou possuem e o pagam diretamente, sem ajuda dos bancos. A maioria (64%) é responsável por enviar os valores ao banco, seja pessoalmente, por transferência, por carro forte ou outros meios, sendo que apenas 36% contam com um representante da instituição financeira para buscar o dinheiro.
Entretanto, somente 7% dos correspondentes acreditam que o manuseio dos valores prejudicou sua segurança, sendo que 82% acreditam que não houve prejuízo à mesma.

mockup