Curitiba – Produtores da região Norte do Paraná estão encontrando dificuldades para obter crédito para o plantio de trigo, situação que está preocupando as cooperativas da região. Para evitar o desestímulo do agricultor, que está prometendo plantar uma das maiores safras de trigo este ano, o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, enviou pedido de providências para os ministérios da Agricultura e da Fazenda.
O superintendente do Banco do Brasil, no Paraná, Edemar Mombach, negou que esteja faltando recursos para o plantio de trigo no Paraná. A instituição bancária que financia a maior parte da lavoura no Estado. Ele admitiu que este ano a demanda está bem mais elevada em comparação com o ano passado, mas destacou que o BB fará os reajustes necessários de recursos entre as agências, para evitar a falta de dinheiro onde precisa. Segundo Mombach, no ano passado o financiamento para o plantio de trigo no Paraná alcançou R$ 60 milhões e este ano a demanda quase dobrou, foi para R$ 110 milhões.
Segundo o assessor econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, o produtor ficou entusiasmado com o valor do preço mínimo fixado para o trigo, que avançou de R$ 225,00 a tonelada, em 2001, para R$ 285,00 a tonelada este ano. Com isso, os produtores do Paraná prometem plantar até 1,1 milhão de hectares, que poderá render uma produção de até 2,2 milhões de toneladas. No ano passado, foram plantados 881 mil hectares e a produção obtida foi de 1,76 milhões de toneladas.
Koslovski ressaltou que a demanda por Empréstimos do Governo Federal (EGF), mecanismo de financiamento para o plantio, não está sendo atendida de forma suficiente porque os agentes financeiros têm preferiro aplicações de retorno mais rápido. Os recursos previstos para a safra 2002, cerca de R$ 2 bilhões, são aplicados à medida que os empréstimos da safra de verão retornam ao banco. Ocorre que esse custeio é alongado, porque permite aos produtores liquidarem seus financiamentos a partir de junho, o que atrasa o retorno do crédito para reaplicação. ‘‘As autoriedades é que devem buscar uma solução rápida para este problema’’, frisou.

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