Falta de peças lidera lista de reclamação
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de novembro de 2007
Isabel Sobral<br>Agência Estado 
Brasília - A falta de peças de reposição e o desrespeito às normas de garantia dos produtos lideram a lista de reclamações contra os serviços de assistência técnica do País. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, fez uma análise qualitativa das demandas registradas em Procons de 19 Estados sobre o tema, entre outubro de 2004 e outubro de 2007, e alerta que os brasileiros devem exigir informações prévias sobre a assistência técnica disponível antes de adquirir qualquer produto. Nos três anos, foram registradas 231.189 demandas sobre assistência técnica e as queixas quanto à abrangência e aos prazos da garantia (83.112) lideram com folga a relação de problemas, representando 36% do total. Em segundo lugar, estão dificuldades relacionadas à falta de peças de reposição (27.016) que representam 11,6% da análise.
O diretor do DPDC, Ricardo Morishita, ressaltou que as demandas revelam a existência de uma nova relação de consumo entre as pessoas e as lojas e refletem as mudanças da economia brasileira. São problemas típicos de empresas que trabalham em rede, disse ele ao Grupo Estado.
Segundo a análise do DPDC, o setor de telefonia - fixa, celular e interfones de residências ou lojas comerciais - é o campeão tanto em relação aos problemas relacionados à garantia quanto à falta de peças de reposição. No primeiro tipo de demanda, o setor é responsável por mais de 39 mil reclamações; no segundo, mais de 15 mil demandas chegaram aos Procons.
O levantamento do DPDC foi feito com base nas queixas registradas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), uma rede eletrônica de informações que integra atualmente 19 Procons estaduais. O Procon de São Paulo ainda não faz parte do sistema.
Morishita dá uma dica aos consumidores: antes de comprar um aparelho celular, por exemplo, verificar se há na região uma rede de empresas autorizadas a prestar assistência técnica da marca ou apenas empresas especializadas. Há uma diferença importante entre elas, pois as autorizadas são acompanhadas pelo próprio fabricante e as especializadas são empresas que se declaram conhecedoras da marca, comentou.


