Falta de nota fiscal é outro problema
Curitiba - Na última pesquisa semanal de preços realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) em Curitiba, dos 95 postos visitados, 70 não apresentaram a nota fiscal de compra da gasolina e 72 não mostraram as notas em relação ao etanol. O chefe da fiscalização da agência, Alcides Araújo dos Santos, disse que será realizada vistoria nos postos que não apresentaram as notas fiscais.
Nos últimos dias de outubro, o preço da gasolina teve alta de R$ 0,50 e o do etanol de R$ 0,20 em Curitiba. Com isso, a gasolina é vendida a R$ 2,89 e o etanol a R$ 1,99 na maior parte dos postos da Capital. O reajuste foi classificado pelo Procon-PR como oportunismo e, por isso, o órgão de defesa do consumidor aplicou uma multa de R$ 1,2 milhão ao Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR). O sindicato dos postos informou que recebeu ontem a notificação da multa e vai apresentar a defesa ao Procon.
Santos disse que, caso a ANP chegue à conclusão que há suspeitas de formação de cartel entre os postos de Curitiba para a formação dos preços, também vai remeter o assunto para a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) como já fez o Ministério Público do Paraná (MP-PR).
O promotor da área de defesa do consumidor do MP-PR, Maximiliano Deliberador, disse que em Curitiba aconteceu um ''aumento em manada'' nos postos. Caso fique comprovado o alinhamento de preços, os postos podem ser multados em 0,1% a 20% do faturamento bruto anual. (A.B.)





