Em menos de um mês a cotação do algodão em pluma já aumentou 7,41% no mercado. O algodão tipo 6 que era comercializado por R$ 0,7389 em meados de setembro, fechou a cotação da última quinta feira, a R$ 0,7937. A justificativa para essa elevação nos preços é que a indústria está com dificuldade de encontrar matéria-prima de qualidade, disse o técnico da Secretaria da Agricultura, Maurício Lunardon.
O aquecimento no mercado, porém, não foi suficiente para estimular o plantio. No Paraná o prazo recomendado encerra dia 20 de novembro e os técnicos da Secretaria da Agricultura estão surpresos com o desânimo do produtor. A estimativa de plantio que previa a ocupação de 59.000 hectares em todo o Estado está sendo reavaliada e poderá ser inferior ao previsto, adiantou a técnica Vera Zardo.
Os produtores sabem que o mercado não está comprador e que o aquecimento que está se verificando não é sustentável. A indústria está querendo mais produto de qualidade para atender as confecções, mas nada indica euforia nas vendas. Pelo contrário, o consumo está baixo e caso as cotações fiquem muito aquecidas existe o risco de importação que ‘‘ esfriaria o mercado’’, avaliou Lunardon.
Para o técnico da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Flávio Turra não são apenas os produtores que estão desanimados com o plantio de algodão.
Os beneficiadores também não estão dispostos a movimentar suas máquinas com a possbilidade de uma produção baixa. Na safra passada, os produtores ficaram desestimulados com a falta de qualidade na produção em função das chuvas. Em função disso está dificil de identificar lavouras de algodão no Interior. Em regiões tradicionais de plantio como Umuarama, no Noroeste, está difícil encontrar lavouras de algodão, afirmou o técnico da Seab.
A maior parte do algodão colhido no Paraná teve que ser comercializada via PEP (Prêmio de Escoamento da Produção).O PEP foi encerrado no dia 29 de outubro, com a comercialização total de 35.060 toneladas, que corresponde a 64% da safra paranaense.

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