Falta de infra-estrutura prejudica turismo no PR
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná é hoje o quinto estado mais procurado nas viagens de lazer e de negócios do Brasil. Mas poderia estar numa situação ainda mais confortável se a infra-estrutura aeroportuária, náutica e rodoviária fosse observada e respeitada. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV-PR), Antonio Azevedo, a crise aeroportuária é vergonhosa e o desemprego no setor é crescente.
''Não adianta mais termos céu de brigadeiro para atraírmos turistas. Controladores de vôo não têm o direito de prejudicar os cidadãos brasileiros. Os apagões são um desrespeito à cidadania. A crise do transporte aéreo é uma vergonha. O setor turístico não tem como caminhar com tantas incertezas'', pontuou Azevedo, na abertura do 13º Salão Profissional de Turismo da ABAV-PR e 4º Salão Regional de Negócios em Turismo para o Mercosul.
Azevedo aproveitou a presença de autoridades municipais, estaduais e nacionais para pedir melhorias na infra-estrutura de transportes. Ele salientou que são necessárias melhorias profundas nos aeroportos de Foz do Iguaçu (onde o terminal estaria sucateado), Londrina e Maringá (onde a localização dos aeroportos seria inadequada), Curitiba (que necessitaria urgente de uma nova pista para aviões de grande porte e ampliação do terminal de passageiros).
No Porto de Paranaguá, Azevedo pediu que seja ampliado o terminal de passageiros para incentivar o turismo náutico. ''Precisamos de um grande terminal de passageiros para atender o turismo náutico. O litoral precisa ter turistas de alto poder aquisitivo porque isso geraria renda para a população do litoral - que é carente'', complementou.
O representante da ABAV-BR, Carlos Alberto Amorim Ferreira, disse que o turismo cresceu muito no Brasil nos últimos dois anos. De 1995 a 2006, o número de passageiros desembarcados em vôos nacionais cresceu de 19 milhões para 46,3 milhões. No Paraná, a atividade é crescente. De 2001 para 2005, o turismo cresceu 29,63%. O gasto médio per capita no Estado por dia é de US$ 60.
O secretário de Estado de Turismo, Celso Caron, informou ontem que a idéia é incrementar ainda mais o turismo - desenvolvendo as nove regiões turísticas identificadas pela secretaria a partir de Foz do Iguaçu e de Curitiba (os dois locais mais visitados por turistas no Paraná). Ele confessou a deficiência aeroportuária nacional e garantiu que o Estado está sensível para o desenvolvimento de alternativas de auxiliem no crescimento turístico. ''Temos que desatar o nó da infra-estrutura'', disse ele.
O secretário de turismo de Curitiba, Luiz Carvalho, disse que a capital tem se consagrado não apenas como local ideal para o turismo de negócios como também de lazer por conta da rede hoteleira (com preços 40% mais baixos do que de outras capitais), da gastronomia e do transporte urbano. Somente em 2006, a cidade teria recebido 2,1 milhões de visitantes. De 2004 para 2006, a rede hoteleira teve um aumento de 15% na ocupação. ''O turismo é uma indústria que não polui e que gera empregos e renda'', definiu Beto Richa, prefeito de Curitiba, ao se dizer incentivador do turismo na capital.


