A falta de informação é a principal dificuldade para viabilizar o Mercosul. Jorge Rodrigues Aparício, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Argentina em Buenos Aires, afirmou que o volume de negócios entre os dois países só não é maior porque os empresários não conhecem a cultura da outra nação. ''As crianças estudam em livros de 30 anos atrás, quando a relação entre Argentina e Brasil era conflitante'', exemplificou.
Ele participou ontem, em Curitiba, do 1º Fórum de Discussão do Mercosul, promovido pela Associação Comercial do Paraná, Secretaria Estadual de Indústria e Comércio e Consulado da Argentina. ''Para sermos parceiros, temos que nos conhecer'', reforçou.
As diferenças, segundo ele, referem-se não só ao mercado mas também às formas de se vestir, alimentação, gostos e organização empresarial. ''A maioria das empresas argentinas é pequena ou média. Elas precisam se associar para vender ao Brasil'', disse.
Outro palestrante da noite foi o consultor empresarial Miguel Cuervo. Ele afirmou que o comércio entre as indústrias argentinas e brasileiras só vai avançar quando houver abertura comercial. As políticas, entretanto, devem excluir os negócios agropecuários, que são competitivos. ''Os negócios entre indústrias são monopolísticos, enquanto o mercado agropecuário é competitivo''. disse.
Entre os segmentos com mais oportunidades, ele citou as montadoras e indústrias de peças automobilísticas; madeira e mobiliário; maquinário agrícola; papel e celulose e o setor têxtil e de vestuário.

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