Falta de emprego leva à criação de novas empresas como opção de sobrevivência
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Ana Setti<br> Reportagem Local 
Das cerca de 680 mil empresas abertas por ano no Brasil, no período de 1997 a 2000, outras 450 mil foram extintas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ainda assim considera o saldo positivo, uma vez que a taxa de natalidade é 1,5 vez superior a de mortalidade. Já outra pesquisa nacional, divulgada em março deste ano pelo Sebrae, mostra que a taxa de sucesso de novas empresas, em seus dois primeiros anos de vida, tem melhorado, beirando hoje os 50%, um salto qualitativo, já que há três anos se registravam apenas 20% de chance de uma nova empresa firmar-se e prosperar.
A melhoria da saúde das novas empresas deve-se, de acordo com avaliação da equipe técnica do Sebrae/PR, em Londrina, a uma maior procura por informações, por parte dos empreendedores, antes de partirem para a abertura de um negócio. Outro fator, que vem colaborando para o sucesso dos novos empreendimentos, é que os interessados têm preferido trabalhar em ramos que já conhecem, seja por empregos anteriores, seja por tradição familiar. O Sebrae local registra ainda uma mudança no perfil escolar do empreendedor. A maioria, atualmente, possui o terceiro grau completo.
Com um capital na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, segundo o Sebrae/PR, já é possível pensar em montar um negócio. Em relação ao segmento de mercado preferido pelos londrinenses, a maioria (54%) acaba optando por investir em algum tipo de estabelecimento comercial; 15% dão preferência à área industrial e o restante decide-se pela prestação de serviços.
Seja qual for o ramo escolhido, no entanto, como orienta a equipe do Sebrae, o importante é que o empreendedor ofereça ao mercado um diferencial em relação ao que já existe. Só dessa forma terá condições de se destacar e de reforçar as estatísticas de sucesso de Londrina e do Paraná, considerado o Estado mais empreendedor do País.


