Falta de crédito ameaça empregos, diz Dilma
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2008
Leonencio Nossa<br>Agência Estado 
Brasília - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem que a falta de crédito no mercado impede o governo de exigir das empresas a manutenção dos empregos. Ela sinalizou, entretanto, que novas medidas serão anunciadas para evitar demissões.
''O governo tem conversado com empresários, no sentido de manter a produção. Agora, tem de destravar essa questão do crédito para poder, de fato, ter uma conversa nesse nível com os empresários'', afirmou. ''Essa é uma das questões centrais do governo: não deixar que haja uma queda na oferta do emprego, que comprometa tudo o que conquistamos.''
Logo depois, num debate com diretores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ela avaliou que o governo tem instrumentos para combater o desemprego, embora as medidas dependam de uma série de ''variáveis''.
''O emprego já começou a ser reduzido, a gente não está discutindo se a crise chegou ou não'', disse. ''É muito difícil supor que o governo pode regular sobre emprego'', completou. ''Não pode editar medida provisória: fique assim o emprego como está''.
Questionado sobre as medidas em estudo para combater o desemprego, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que, ''em breve'', o governo deve anunciar medidas para garantir o crescimento econômico. ''Ainda vamos continuar gerando empregos e tomando medidas para não permitir que a economia deixe de crescer'', afirmou.
Sobre as demissões na Vale, Dilma afirmou que grande parte dos 1,3 mil trabalhadores demitidos pela empresa atuava fora do País ''A Vale nos informou que a grande demissão é no exterior'', disse. ''Vamos tomar todas as medidas para evitar ao máximo o desemprego (no País), e isso vai depender de variáveis econômicas.''
Dilma voltou a dizer que o governo manterá as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) durante a crise. Ela evitou fazer previsões sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá sobre a taxa Selic. Para a ministra, o momento decisivo da economia do País, com a crise financeira internacional, será no final deste ano até o final do primeiro trimestre de 2009. ''Essas medidas que o governo já tomou vão ser combinadas, eventualmente, com outras medidas, no momento que a gente localizar problemas concretos.'' (Colaborou Fabio Graner)


