Falta de consenso marca reunião do Grupo de Cairns
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segunda-feira, 02 de setembro de 2002
Agência Estado 
Genebra Apesar dos países em desenvolvimento se queixarem sobre as barreiras que os países ricos estabelecem ao comércio de produtos agrícolas, esses governos até agora não conseguiram formular uma estratégia única para lutar pela abertura dos mercados na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Ontem, a reunião entre os 18 países-membros do Grupo de Cairns (bloco de exportadores de produtos agrícolas e que inclui o Brasil) deixou claro que não existe uma estratégia de atuação nem mesmo entre aqueles que defendem os mesmos objetivos.
Os governos não conseguiram entrar em um acordo sobre o que irão propôr para que o acesso aos mercados seja facilitado, apesar da reunião da OMC que trata do assunto estar ocorrendo desde domingo em Genebra.
Todos concordam, em princípio, de que deve haver um corte substantivo das tarifas às importações de produtos agrícolas. A questão que não consegue ser solucionada, porém, é se países pobres poderão, ou não, manter taxas elevadas para proteger seus agricultores diante da concorrência internacional.
Diante do fracasso em estabelecer uma estratégia comum, especialistas apontam que o Brasil poderá ter que adotar outra estratégia e não se limitar às propostas do Grupo de Cairns se quiser defender seus interesses.
Enquanto o Grupo de Cairns não se entende, os Estados Unidos continuam trabalhando para avaliar como uma abertura poderia afetar seus negócios. A Casa Branca encomendou estudos a especialistas sobre o impacto da liberalização do mercado agrícola do país.


