São Paulo - Não é por acaso que a equipe econômica vem se esforçando para deslocar o foco do debate sobre o crescimento da política monetária para uma agenda de crescimento. A primeira funciona como um ''acendedor'' para a economia. A segunda mantém o fogo aceso. O obstáculo que se coloca nesta agenda é o que parece ser uma falta de consenso no governo sobre o seu conteúdo, o que por sua vez se reflete em avanços módicos. ''Se de um lado temos avanços bons, caso da nova Lei de Falências, por outro temos retrocessos, por exemplo em algumas regulações no setor de infra-estrutura. O governo tem de dar um sinal mais convergente do que quer afinal fazer na agenda microeconômica'', defende Castelar.
''Temos agendas demais e o investidor não sabe qual é afinal o sinal que vai prevalecer. Não é falta de trabalho: o que vejo é um cabo-de-guerra no qual cada parte faz muita força para o seu lado, só que o resultado disso é que ninguém sai do lugar'', completa o economista do Ipea.

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