Sem chuva há 15 dias, a situação das lavouras de trigo e safrinha de milho já começa a preocupar os produtores. Segundo a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, Vera da Rocha Zardo, ainda não existe um levantamento sobre as possíveis perdas provocada pela estiagem, mas o risco de quebra existe. ‘‘O milho safrinha é suscetível e no caso do trigo a preocupação é com as lavouras que ainda não germinaram’’, comentou.
Segundo o engenheiro agrônomo da Cooperativa Agropecuária do Médio Paranapanema (Campal), Vlamir Eleutério, de Cornélio Procópio, 80% do trigo na região de atuação da cooperativa foi semeado, e pelo menos 30% já germinou. ‘‘As lavouras que germinaram apresentam desuniformidade, podendo refletir na colheita’’, comentou. O agrônomo observa que as sementes que ainda não germinaram, não correm risco. ‘‘A não ser que venha uma chuva fraca que provoque a germinação e depois volte a ficar seco’’, observou.
Outra preocupação é com o milho safrinha, que ocupa uma área de 40 mil ha. Segundo Eleutério, as lavouras que estão em fase de apendoamento são as que correm maior risco de quebra com a falta de chuva.
Na região de Cascavel a estiagem também afeta principalmente as lavouras de milho safrinha. ‘‘Apesar de ser preocupante, ainda não dá para avaliar qual a quebra provocada pela falta de chuva’’, afirmou o gerente da área técnica da Coopavel, Rogério Rizzardi.
Previsão de chuva Segundo o meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Cézar Duquia, a entrada de uma frente fria no Paraná que se desloca para São Paulo deve provocar chuvas hoje no Estado. ‘‘Mas serão chuvas de fraca intensidade, e a tendência é de que o tempo volte a se abrir a partir de quarta-feira’’, afirmou o meteorologista.

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