Falta de atenção facilita quadrilhas
A falta de atenção das pessoas no trato com notas de real é a principal causa da ocorrência de falsificações. Essa é a opinião do chefe em exercício do Departamento do Meio Circulante do Banco Central (BC), Luis Henrique de Almeida Cabral. Ele revela que cerca de 60% a 70% das notas adulteradas que chegam ao BC para serem analisadas não possuem a marca dagua. Para ele, se o público apenas olhasse esse detalhe, a probalidade de pegar uma nota falsa cairia bastante. Outro elemento que pode ser analisado é a marca latente. Cabral explica que colocando uma cédula na horizontal, na altura dos olhos, é possível ver as letras B e C estampadas no lado esquerdo inferior da nota. Se essas duas características forem analisadas, Cabral estima que 90% das possibilidades de falsificação iriam ser descartadas.
Outra forma de combater às adulterações é um trabalho constante do BC. Cabral afirma que a instituição está sempre divulgando, através de cartazes e treinamentos, as características do dinheiro brasileiro. Ele ressalta que as empresas interessadas, como supermercados, costumam requisitar a presença de técnicos do BC para que os funcionários recebam orientação.
Porém, Cabral ressalta que a incidência de cédulas adulteradas é muito pequena em comparação ao meio circulante. Em 2000, de 1,9 bilhão de cédulas em circulação, ele disse que apenas 325 mil não eram verdadeiras, sendo que cerca de 11 mil foram provenientes do Paraná. É um percentual relativamente pequeno, considera. Neste ano, até a semana passada, tinham sido encaminhadas ao BC para análise 80 mil notas falsas. Dessas, 4,6 mil eram do Paraná. Esse Estado possui um percentual muito baixo de notas falsas, afirma.
A nota preferida pelos falsários é a de R$ 10,00, explica Cabral. Em 2000, foram 175 mil adulterações, e neste ano, 46 mil. Em relação à nova nota de R$ 10,00, feita de polímero, o BC confirma que já foram apreendidas 2,6 mil cédulas falsificadas, das quais 27 no Paraná. (R.F.)





