Os EUA iniciaram a introdução da TV digital em 1998, mesmo ano que a Europa. No Japão, a tecnologia chegou em 2003. O padrão americano é pautado pela alta definição, enquanto o europeu privilegia a multiprogramação e o japonês, a mobilidade e a portabilidade, permitindo a recepção até ''na palma da mão'', por meio de um aparelho celular.
A estimativa de especialistas é de que em 10 anos a reviravolta digital será responsável pela venda de R$ 200 bilhões entre aparelhos receptores, transmissores e conversores.
A Associação Brasileira dos Radiodifusores (Abra), entidade que reúne as redes Bandeirantes, Rede TV e SBT, prevê investimentos das emissoras em US$ 150 milhões. A digitalização da TV encerra uma luta de gigantes entre as emissoras e as empresas de telecomunicações, ambas de olho nesse mercado.
''O que queremos é que as empresas de telefonia, responsáveis por passar nosso sinal por meio de aparelhos celulares, não cobrem isso dos telespectadores. A divergência está neste aspecto'', comenta Frederico Nogueira, vice-presidente da Abra.
Segundo Nogueira, que prefere eximir a entidade de uma opinião a respeito do melhor sistema a ser adotado pelo Brasil, para sobreviver às exigências do mercado, a TV digital precisará obedecer em especial à mobilidade, característica de destaque do padrão japonês. (F.L.)

mockup