Curitiba - O Governo do Estado é favorável à proposta de reforma tributária que está sendo apresentada pelo governo federal e que prevê, como principal mudança, a criação de um Imposto de Valor Agregado (IVA), em substituição a sete impostos existentes atualmente. O secretário estadual de Fazenda, Heron Arzua, no entanto, não acredita que os estados cheguem a consenso sobre suas propostas ao projeto do governo.
  Secretários de Fazenda de todo País participam da reunião, no próximo dia 7 em Brasília, no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para buscar um entendimento suas propostas. Caso não cheguem a acordo, a nova política tributária deve demorar mais para entrar em vigor. É que, nesse caso, cabe à União o poder de arbitrar e enviar seu projeto para o Congresso Nacional. ‘‘Daí o governo vai ter que negociar, os estados vão pressionar suas bancadas. Se o governo federal tiver força, daí sai a reforma tributária nacional’’, disse.
  O problema, segundo ele, é que os interesses dos estados são muito conflitantes. Os estados do Paraná, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Amazonas, por exemplo, defendem a criação de um IVA, em substituição a taxas como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que promete acabar com a guerra fiscal entre os estados.
  Esses estados também defendem que os estados tenham autonomia para criar politicas de incentivo fiscal próprias. Estados menores, porém, não têm esse mesmo entendimento. ‘‘Em alguns estados, 90% das empresas já estão no Supersimples, se aos outros 10% ainda tiverem incentivo, eles estão quebrados. Mas estados como o Paraná, que tem políticas que estão dando certo, deviam poder continuar’’, justifica.

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