A presidente da Central de Prensagem e Vendas, Sandra Araújo Barroso Silva, acredita que a crise internacional é uma mera desculpa para redução dos preços dos materiais recicláveis. ‘‘Isto deve ser uma armação das empresas para reduzir preços porque não faz sentido associar uma coisa com a outra’’, argumenta.
  Sandra afirma que a redução de preços está trazendo sérios prejuízos para o setor porque as despesas fixas, especialmente com o combustível, é a mesma. Ela admite que é difícil entender a situação porque ‘‘o volume de materiais está aumentando e não diminuindo, o que seria mais natural com uma crise’’.
  Para a presidente da Cepeve, o problema poderia ser facilmente resolvido se a entidade tivesse capital de giro para segurar o estoque enquanto o preço de mercado permanecer baixo. ‘‘A gente precisaria de um empréstimo bancário para superar esta fase; é muito ruim a gente trabalhar desse jeito e entregar o material quase de graça’’. Segundo ela, cerca de R$ 30 mil seria suficiente para a central se manter até o mês de fevereiro. Sem oferta do produto, como supõe, os valores de compra dos meteriais recicláveis voltariam ao normal.
  A Cepeve recolhe materiais diversos de 20 organizações em que trabalham cerca de 300 pessoas. O volume médio recolhido diariamente é de 50 toneladas. (E.A.)

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