Curitiba - Itaipu vai deixar de produzir, até setembro de 2005, 12,5% a mais de energia. Atualmente a capacidade das 16 turbinas que estão em funcionamento é de 11,2 mil megawatts (a usina possui 18 turbinas, mas duas ficam geralmente em manutenção). Uma ampliação para 20 turbinas, que deveria ficar pronta no final deste ano, aumentaria essa potência para 12,6 mil megawatts (18 ficariam funcionando). Esse aumento de capacidade abasteceria uma cidade de 2 milhões de habitantes. Contudo, um atraso na obra vai adiar em pelo nove meses a ampliação. Todos esses números equivalem a capacidade máxina de funcionamento das turbinas.
O atraso na obra se deu porque a concessionária que está realizando o trabalho, formada pelas empresas Voith, Siemens e Alston, detectaram um problema em uma peça chamada cruzeta, fundamental na turbina. Pela demora, a concessionária está arcando com uma multa de US$ 2,5 milhões. Esse valor vai ser descontado no preço total da implantação das duas turbinas, que é de US$ 186 milhões. Agora, a previsão é para que as novas turbinas entrem em funcionamento uma no final do primeiro semestre de 2005 e outra em setembro de 2005.
De acordo com a assessoria do lado paraguaio da usina, a falha foi detectada no final de novembro do ano passado e, a princípio, a concessionária queria apenas reparar o dano. Contudo, os técnicos da Itaipu exigiram a troca total da cruzeta por medida de segurança. As empresas Voith, Siemens e Alston, que construíram as outras 18 turbinas em funcionamente, não se pronunciaram sobre o defeito.
Tanto a assessoria da parte brasileira de Itaipu quanto da paraguaia garantiram que essa demora não vai afetar no abastecimente de energia. Isso porque todos os reservatórios estão cheios e a hidrelétrica não está precisando trabalhar na sua capacidade máxima. Atualmente, a Itaipu fornece cerca de 93% da energia de todo o Paraguai e 22% do Brasil. Ainda não há previsão de quanto será ampliado o fornecimento de energia quando as duas novas turbinas entraram em funcionamento.

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