Falha de segurança afeta 90 milhões de contas no Facebook
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Paula Soprana Folhapress 
São Paulo - O Facebook anunciou nesta sexta-feira (28) que invasores roubaram tokens de acesso na rede social e que a vulnerabilidade afetou 50 milhões de contas, que tem 2 bilhões de usuários no mundo.
Como medida de segurança, a empresa deslogou a conta de 90 milhões de usuários, o que significa que quem entrava na rede social de modo automático, sem incluir a senha, foi desconectado e precisou incluir a senha novamente.
Até agora, a empresa não registrou o vazamento de informações pessoais na internet, mas especialistas em segurança da informação alertam que o roubo de tokens é perigoso, pois dá acesso à conta dos usuários e todo o seu controle, de mensagens privadas a fotos que estão públicas ou em álbuns fechados.
"Hoje você faz o login e não coloca mais a senha durante um mês, por exemplo. É assim no Google, no Facebook. No momento que você acessa, eles usam um algoritmo criptográfico que te reconhece. A pessoa fica ligada a um código, uma sequência de caracteres conhecida como token, que a autoriza", explica Igor Rincon, especialista em segurança de informação.
Com o token, o Facebook entende que o acesso à rede social por determinado celular ou máquina é autenticado e permite o acesso da pessoa sem que ela precise digitar a senha.

A empresa não anunciou quais países foram afetados, apenas que deslogou a conta de 90 milhões de pessoas. Se você não costumava colocar a senha e precisou fazer isso, há duas possibilidades: ou sua conta está entre as vulneráveis ou, no último ano, você acessou a função "ver como", no qual usuários conseguem ver como outras pessoas enxergam seu perfil na rede social.
É recomendável verificar nas configurações de sua conta os dispositivos que estão conectados a ela e os respectivos locais de origem. Se aparecer alguma cidade que você não esteve, é provável que seu perfil tenha sido invadido.
A empresa afirma que as investigações estão em estágio inicial. Informa que o ataque explorou uma "interação complexa envolvendo uma série de ocorrências em nossos códigos" e que nasceu de uma mudança de código feita na ferramenta de upload de vídeo em julho de 2017, que impactou a funcionalidade "Ver Como".
"Os invasores não precisaram apenas encontrar essa vulnerabilidade e usá-la para ganhar acesso a um token, mas também tiveram que ir desta conta a outras para roubar mais tokens."
Segundo o Facebook, ainda é preciso confirmar se as contas foram mal utilizadas ou se alguma informação foi acessada. É preciso ressaltar que essa vulnerabilidade de segurança não tem relação com o caso da Cambridge Analytica, que colocou a empresa em uma de suas piores crises de imagem este ano.


