Faixa 1,5 do MCMV terá redução de 9% no subsídio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Circe Bonatelli<br>Agência Estado 

São Paulo O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que o início da contratação dos projetos imobiliários enquadrados na faixa 1,5 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) ocorrerá em agosto. A meta será a contratação de 40 mil a 50 mil unidades em 2016.
"Prefiro trabalhar com um número mais conservador. Mas vamos iniciar as contratações ainda neste ano" , anunciou ontem, durante reunião com empresários do setor imobiliário na sede do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).
Conforme regras anunciadas pelo governo afastado, a faixa 1,5 seria composta por imóveis com valores limitados a R$ 135 mil, contando com subsídios públicos de até R$ 45 mil e destinada a famílias com renda mensal entre R$ 1,8 mil e R$ 2,3 mil. De acordo com Araújo, o valor do subsídio será reduzido em 9%, para garantir o atendimento a um número maior de beneficiários. Ao contrário do proposto anteriormente, a faixa 1,5 será um modelo de mercado, isto é, com análise de crédito das famílias, no lugar de cadastro e sorteio.
Inadimplência
No caso da faixa 1, destinada a famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, haverá um esforço do ministério em parceria com a Caixa Econômica Federal para combater a inadimplência, que subiu gradualmente nos últimos anos até atingir o patamar atual de 25%, segundo Araújo.
O ministro também reiterou o compromisso de retomar as obras de 50,1 mil unidades da faixa 1 que foram paralisadas por falta de recursos públicos. Nesse segmento, o subsídio público é de até 90%. "A determinação do presidente (Michel) Temer é entregar essas obras. Estamos retomando entre 4 mil e 5 mil unidades por mês na faixa 1", disse. Ele lembrou que também existem cerca de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões a serem destinados a equipamentos sociais (mobilidade, segurança, educação) previstos por lei nos conjuntos habitacionais da faixa 1 cujas casas já foram entregues.
A retomada das obras de todas as 50,1 mil unidades habitacionais da faixa 1 terá um custo de cerca de R$ 1,2 bilhão, a ser desembolsado pelo Tesouro Nacional, afirmou Araújo. Segundo ele, em até um ano todos os projetos "deixarão a paralisia", que se estende desde o ano passado por falta de recursos públicos. A faixa é destinada a famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil e tem subsídios que correspondem a até 90% do valor do imóvel.
Araújo voltou a afirmar que espera a contratação de 400 mil unidades neste ano nas faixas 2 e 3 do programa, para famílias com renda de até R$ 3,6 mil e R$ 6,5 mil, respectivamente. Até a metade do ano, já foram contratadas 230 mil unidades.
"Estamos montando um fluxo com o Ministério da Fazenda e já autorizamos a retomada das primeiras 4,3 mil unidades. Vamos fazer as autorizações mês a mês, dentro de um fluxo responsável", disse Araújo, estimando a retomada de obras referentes a 4 mil a 6 mil unidades a cada mês.


