Faiad assume o cargo como ''unanimidade''
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sexta-feira, 21 de maio de 1999
Edson MazzettoFaiad com Turra, Lerner, Salazar, ontem em CascavelPaulo Pegoraro 
O agropecuarista Ibrahim Faiad, que presidia a Agência de Fomento do Paraná, foi empossado ontem pelo ministro Francisco Turra como secretário nacional de Política Agrícola, o segundo cargo mais importante do Ministério da Agricultura. A posse, com presença do governador Jaime Lerner (PFL), dirigentes cooperativistas e políticos foi na sede da Coopavel, da qual Faiad já foi presidente. Turra disse que a escolha de Faiad resultou de unanimidade, entre todos os que opinaram sobre o ocupante do cargo.
O ministro frisou que Faiad leva para Brasília a experiência da bem-sucedida agricultura paranaense, exemplo nacional. A montagem do plano agrícola 1999-2000, e de um plano plurianual (para 4 anos) é a primeira tarefa destinada ao novo secretário. Ele deverá dar grande contribuição à nossa proposta de planificação da atividade no campo, diversificação da produção, e de chegarmos aos 100 milhões de toneladas anuais de safra, disse Francisco Turra.
O governador Lerner disse que Ibrahim Faiad é considerado o tecelão das relações entre as pessoas e as forças produtivas, o que teria demonstrado como dirigente cooperativista, e como presidente da Agência de Fomento do Paraná. Segundo Lerner, Faiad deverá dar impulso ao motor da definitiva recuperação da economia brasileira, que é a agricultura. O novo secretário também recebeu elogios de João Paulo Koslovski, presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, e do prefeito Salazar Barreiros (PPB) - ex-presidente da cooperativa.
Em seu discurso, Ibrahim Faiad disse que um agricultor está indo para a secretaria, levando sua experiência e a vontade de trabalhar, e contando com uma estrutura extremamente funcional, com técnicos gabaritos. Ele defende uma agricultura forte, e livre do desconforto das importações de produtos, porque, frisou, uma nação soberana começa com sua auto-suficiência. O plano plurianual para a agricultura deve acabar com a improvisação no setor, acrescentou.
A posse em Cascavel teve motivações especiais. Faiad, além de produtor foi presidente da Coopavel (de 3,5 mil associados) pela primeira vez em 89, quando a organização estava de joelhos - conforme disse ontem -, com finanças inteiramente comprometidas. Iniciou-se então um demorado processo de recuperação, que continuou em seu segundo mandato, em 95. A partir de então, a cooperativa consolidou-se como uma das mais sólidas do estado, inclusive com expressivo parque agroindustrial, que garante a maior parte da receita de R$ 232 milhões no último ano.


