O agropecuarista Ibrahim Faiad, que presidia a Agência de Fomento do Paraná, foi empossado ontem pelo ministro Francisco Turra como secretário nacional de Política Agrícola, o segundo cargo mais importante do Ministério da Agricultura. A posse, com presença do governador Jaime Lerner (PFL), dirigentes cooperativistas e políticos foi na sede da Coopavel, da qual Faiad já foi presidente. Turra disse que a escolha de Faiad resultou ‘‘de unanimidade, entre todos os que opinaram sobre o ocupante do cargo’’.
O ministro frisou que Faiad leva para Brasília ‘‘a experiência da bem-sucedida agricultura paranaense, exemplo nacional’’. A montagem do plano agrícola 1999-2000, e de um plano plurianual (para 4 anos) é a primeira tarefa destinada ao novo secretário. ‘‘Ele deverá dar grande contribuição à nossa proposta de planificação da atividade no campo, diversificação da produção, e de chegarmos aos 100 milhões de toneladas anuais de safra’’, disse Francisco Turra.
O governador Lerner disse que Ibrahim Faiad é considerado o ‘‘tecelão das relações entre as pessoas e as forças produtivas’’, o que teria demonstrado como dirigente cooperativista, e como presidente da Agência de Fomento do Paraná. Segundo Lerner, Faiad deverá ‘‘dar impulso ao motor da definitiva recuperação da economia brasileira, que é a agricultura’’. O novo secretário também recebeu elogios de João Paulo Koslovski, presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, e do prefeito Salazar Barreiros (PPB) - ex-presidente da cooperativa.
Em seu discurso, Ibrahim Faiad disse que ‘‘um agricultor está indo para a secretaria, levando sua experiência e a vontade de trabalhar, e contando com uma estrutura extremamente funcional, com técnicos gabaritos’’. Ele defende ‘‘uma agricultura forte, e livre do desconforto das importações de produtos’’, porque, frisou, ‘‘uma nação soberana começa com sua auto-suficiência’’. O plano plurianual para a agricultura ‘‘deve acabar com a improvisação’’ no setor, acrescentou.
A posse em Cascavel teve motivações especiais. Faiad, além de produtor foi presidente da Coopavel (de 3,5 mil associados) pela primeira vez em 89, quando a organização ‘‘estava de joelhos’’ - conforme disse ontem -, com finanças inteiramente comprometidas. Iniciou-se então um demorado processo de recuperação, que continuou em seu segundo mandato, em 95. A partir de então, a cooperativa consolidou-se como uma das mais sólidas do estado, inclusive com expressivo parque agroindustrial, que garante a maior parte da receita de R$ 232 milhões no último ano.

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