Os produtores paranaenses estão preocupados com a concentração de empresas que atuam no fornecimento de insumos para a agricultura. A Federação da Agricultura do Paraná solicitou aos Ministérios da Agricultura e da Indústria e Comércio a redução das alíquotas de importação de fertilizantes e adubos de 9% e 5%, como está vigorando no mercado, para 2%.
‘‘Essa medida daria as mesmas condições para todos os fornecedores, evitando que poucas empresas monopolizem o mercado’’, defendeu o assessor econômico da entidade, Jorge Proença.
Já as cooperativas não revelaram preocupação com a concentração de empresas. Nelson Costa, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), disse que o setor de fertilizantes está passando por um processo de ajuste pós-privatização e que as pequenas e médias empresas misturadoras precisam encontrar formas de conviver com os grandes grupos.
Ocepar alerta A Ocepar chamou a atenção para o fato de que grandes empresas não tradicionais na área de fertilizantes estão entrando no mercado, trocando o fornecimento de insumos por produção. ‘‘Isso está ocorrendo no Centro-Oeste’’, disse. Segundo Costa, grandes grupos multinacionais estão fornecendo adubos e fertilizantes em troca da produção de soja futura. ‘‘O objetivo é lucrar mais com o beneficiamento e a exportação do produto do que com a venda de insumos’’, disse.
Segundo a Faep, o governo deveria estar atento para a ameaça que representa a extinção de pequenas e médias empresas. Essa situação também está se verificando no setor de sementes, o que ‘‘leva a crer que o abastecimento no país corre perigo’’, disse Proença. Para ele, a concentração dá um poder às empresas que ‘‘podem suspender o fornecimento de insumos de uma hora para outra’’.

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