Faep quer estado livre da aftosa
FOLHA - Como está a situação da febre aftosa no Paraná?
ÁGIDE - Nós tivemos o azar daquela declaração do foco de aftosa que não existiu, mas as regras internacionais da Organização Mundial da Saúde Animal tem muito claro que se há suspeita, aquele rebanho deve ser eliminado rapidamente. E isso tem que ser feito dentro de um prazo de 60, 90 dias, como aconteceu na Argentina que tinha uma região sob suspeita, eliminou-se o rebanho, e 60, 90 dias depois estava de volta ao mercado internacional sem problemas. Nós aqui no Paraná tivemos uma discussão político-ideológica sobre aquela suspeita de foco, onde as nossas autoridades estaduais não tomaram a decisão que deveria ter sido tomada rapidamente...
Houve um conflito?
Sim, inclusive com as normas internacionais, e isso quem está pagando a conta somos nós, produtores rurais, que já perdemos mais de R$ 1,7 bilhão desde o anúncio daquela suspeita de foco até hoje. Agora, o governo do estado autorizou a contratação dos médicos veterinários, dos agrônomos, para a reestruturação da Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura; nós do Senar e da Fundetec, estamos participando do treinamento desses técnicos que deverão estar em campo a partir do ano que vem. E espero que com esses técnicos em campo nós possamos realmente ter uma boa estrutura de defesa sanitária animal e recuperar o status do Paraná livre da febre aftosa com vacinação, e num futuro bem próximo, sem vacinação, como tem Santa Catarina hoje que é um estado liberado de febre aftosa sem vacinação.
E quando a Faep espera que essa situação se normalize?
Nós vamos ter a reunião em maio da Organização Mundial de Saúde Animal e esperamos que nessa reunião se declare o Paraná área livre da febre aftosa com vacinação. Nós vamos fazer um trabalho com essa estrutura de técnicos que foi contratada. O ministro da Agricultura também está providenciando a aquisição de carros e computadores para ceder em comodato para o estado. O Paraná será reestrurado para estar dentro dos padrões internacionais e nós poderemos ter a possibilidade realmente num prazo médio, não tão distante, de termos o estado como modelo de defesa sanitária animal para o Brasil.(E.A.)





