Faep pede revisão urgente do Plano Safra
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Reportagem Local 
As alterações nos limites de crédito de custeio trazidas pelo Plano Agropecuário 2011/12 melhoram o acesso ao crédito de diversas atividades, mas representam o fim da prioridade no apoio à produção de milho, da qual dependem muitas outras atividades. Essa é a constatação da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). A medida, anunciada na semana passada, cria um critério de limite por produtor e não por cultura.
O entendimento da Faep foi enviado à presidente Dilma Roussef, aos ministros Wagner Rossi (Agricultura) e Guido Mantega (Fazenda), além de outras autoridades.
A resolução 3.978/2011 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que regulamentou essa alteração, vai em direção contrária aos objetivos lançados pelo próprio governo federal, diz o documento da Faep. Ela unificou os limites de crédito rural de custeio em R$ 650 mil por tomador a cada safra.
''É um entrave para o desenvolvimento da produção de grãos brasileira com efeito multiplicador negativo nos custos de produção de carnes como aves, suínos e bovinos e na produção de leite, gerando inflação e reduzindo o volume de exportações do agronegócio'', diz Meneguette.
Isso ocorre porque o governo aumentou o limite de crédito de diversas culturas e atividades ao amparo de recursos controlados com juros de 6,75% ao ano, mas reduziu o limite de crédito dos produtores de milho e soja, componentes essenciais na alimentação animal, antes em até R$ 1.150 milhão para R$ 650 mil. O produtor que integre as atividades agrícolas e pecuárias teve também o limite de até R$ 925 mil reduzido para R$ 650 mil.
Portanto, segundo a Faep, um médio produtor de milho que utilize alta tecnologia e tenha área de plantio superior a 370 hectares, será obrigado a tomar parte dos recursos com juros de 6,75% ao ano e outra parte com taxas livres de mercado, que variam hoje entre 12% a 15% ao ano e são incompatíveis com a atividade. ''A medida vai gerar significativo aumento de custo financeiro aos produtores de grãos, com consequências nefastas para as cadeias produtivas que dependem do milho e da soja'', diz o documento.


