Faep pede apoio à comercialização
A Federação da Agricultura do Estado do Parana (Faep) pediu ontem ao governo federal a urgente realização de leilões de opções de milho como forma de intervir no mercado e proporcionar preços mais compatíveis para o milho. A solicitação foi encaminhada ao ministro da Agricultura, Pratini de Moraes; ao secretário nacional de Política Agrícola, Benedito Rosa do Espírito Santo, e ao diretor de Crédito Rural do Banco do Brasil, Ricardo Conceição.
Segundo o presidente da Faep, Ágide Meneguette, se a colheita correr como o previsto, a produção de milho no Parana deverá ser 30% maior do que a safra passaada. No ano passado, com a quebra da safrinha os preços subiram até para até R$ 15,00/saca. Ontem, em queda, as cotações de contratos futuros na Bolsa de Mercadoria de São Paulo estão sendo fechadas entre US$ 4,20 e US$ 4,60/saca.
Segundo o presidente da Faep, Ágide Meneguette, é necessário enxugar o mercado agora, para evitar queda ainda maior nos preços. Os produtores do Sudoeste do Paraná estão preocupados com a entrada da safra de milho no mercado. O temor é que a grande produção provoque uma queda nos preços, com graves prejuízos para o setor. O Paraná é o maior produtor nacional de milho e está começando a colheita de verão, estimada em 7,8 milhões de toneladas.
O governo deve usar recursos do orçamento da União para pôr em prática um esquema de comercialização que dê sustentação aos preços, ao lado de medidas de incentivo à exportação. Além dos leilões do Prêmio de Escoamento da Produção (Pep) outras medidas sugeridas são a volta das operações de EGF e AGF com opção de compra.
O governo deve sair em defesa do preço aos produtores para o interesse do próprio abastecimento. Um desestímulo na produção nesta safra, implica na redução de área das safras seguintes e uma escassez que pode levar à importação e a preços altos, como no ano passado.





