Faep já esperava aumento
Segundo o assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, o aumento nos fretes já era esperado. "Na safra anterior, a fiscalização da Lei do Descanso não era tão rígida. Agora, estão sendo feitas autuações", justifica. Mesmo com alguma quebra, ele diz que a safra atual será recorde, o que vai demandar mais transportes. "É natural que haja um certo aumento no frete", afirma.
O assessor ressalta que, no Paraná, o modal ferroviário mantém uma pequena participação no escoamento dos grãos nos últimos anos, cerca de 28%, e a exportação depende muito dos caminhões. "Também temos todos as dificuldades nos portos, os problemas de armazenagem, e o pessoal acaba usando um pouco o caminhão como armazém", declara.
Camargo acredita que o aumento do frete possa ser ainda maior que o previsto pelo sindicato das transportadoras (Setcepar). "No pico da colheita, no final de março, começo de abril, a tonelada de Cascavel a Paranaguá pode chegar até R$ 140", estima. (N.B.)





