Por meio da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), os sojicultores paranaenses insistirão no direito de serem tratados da mesma forma que os produtores gaúchos, os quais estão liberados para efetuar o plantio usando sementes próprias transgênicas reservadas para esta finalidade. Embora desde 8 de setembro a Faep venha insistindo no pedido, a autorização para uso de sementes próprias beneficia apenas, por enquanto, os produtores gaúchos. ''Como entender este tratamento discriminatório ao deixar o Paraná e outros Estados excluídos do direito de usar sementes reservadas da safra anterior?'' - indaga Ágide Meneguette, presidente da entidade ruralista.
A Faep enviou novo ofício, nesta semana, ao ministro da Agricultura e à bancada federal paranaense. O documento assegura serem as 700 mil sacas de sementes certificadas oferecidas no Paraná suficientes para cobertura de apenas 8% da área de plantio - estimada em 4 milhões de hectares. Em consequência, adverte Meneguette, o Estado está ameaçado de não ter este insumo em quantidade suficiente para a futura produção de soja. Ano passado, 35 mil paranaenses aderiram a abaixo-assinado em favor do plantio de soja transgênica.
A entidade alerta que o plantio da soja transgênica será importante nesta safra por conta da economia por ela proporcionada. O atendimento da reivindicação é muito importante pois uma extensa região do Paraná foi afetada pela seca. Além da quebra de produção, os sojicultores enfrentaram - e enfrentam - outros dois graves problemas: preços baixos e escassez de recursos para financiamento. Neste último caso, são obrigados a completar as despesas com juros de mercado. Atingem entre 14% e 16% contra 8,75% ao ano do crédito rural. Segundo projeção do Departamento Técnico-Econômico da Faep, o preço médio da saca de 60 kg de soja na próxima safra dificilmente ultrapassará a R$ 26/28.

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