A Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e o Sindicato e Organização das Cooperativas Paranaenses (Ocepar) divulgaram, ontem, nota de esclarecimento sobre a assinatura, pelas duas entidades, de um pedido de interferência federal no Porto do Paranaguá. Segundo o texto, a reivindicação diz respeito aos problemas de logística do porto.
Carlos Augusto Albuquerque, assessor de diretoria da Faep, disse que a federação realmente defende a liberação dos embarques de soja transgênica, pois a proibição encarece o custo de tranporte até outros portos e reduz a renda do produtor. ''Mas os problemas do porto independem desta questão'', opinou.
Segundo o assessor, o porto tem capacidade para embarcar mais de 100 mil toneladas/dia, mas trabalha com uma média de 50 mil toneladas embarcadas. Um dos principais problemas é que as empresas só podem despachar mercadorias quando o navio já está nomeado (disponível para receber a carga). Com isso, os 1850 caminhões necessários para lotar um navio acabam carregando ao mesmo tempo nos locais de partida.
As entidades sugerem a separação da fila de caminhões e do pátio de triagem de veículos, observando se os produtos se destinam a terminais privados ou silos públicos.

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