ArquivoAvalHermas Brandão também assina a proposta que será entregue ao ministro em Guarapuava

As lideranças agrícolas do Paraná aproveitam a presença do ministro Arlindo Porto hoje na comemoração dos 45 anos da Cooperativa Agrária de Entre Rios, em Guarapuava, para reivindicar a compra de milho da safra 96/97 que começa a ser colhida no próximo mês. A preocupação dos produtores é que a nova safra vai começar a ser colhida ainda com produção excedente do ano passado. Com isso, o preço, que hoje já está abaixo do mínimo pode despencar.
O documento que será entregue ao ministro é assinado pelo secretário da Agricultura, Hermas Brandão, pelo presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, e pelo presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski.
A proposta dos produtores é que o governo adote um programa emergencial de compra de milho para retirar parte do produto do mercado evitando a redução dos preços. De acordo com dados da Ocepar, o milho está sendo comercializado hoje entre R$ 5,80 e R$ 6,00 a saca de 60 quilos enquanto o preço mínimo é de R$ 6,70.
‘‘Se o governo não entrar no mercado comprando parte da safra os preços vão cair ainda mais, o que pode trazer consequências graves’’, prevê João Paulo Koslovski. Segundo ele, se a comercialização da safra for frustrada, os produtores poderão ter dificuldades inclusive para pagar os empréstimos bancários.
Outra reivindicação dos produtores é o incentivo à exportação do produto. A proposta é que o governo federal crie uma espécie de bônus que poderia ser leiloado entre os exportadores. ‘‘Quem pedir o menor bônus leva o milho para vender ao mercado externo’’, explica Koslovski.
Além do milho, os produtores querem também que o governo adquira 270 mil das 560 mil toneladas de trigo que ainda restam da última safra. ‘‘Estas 270 mil toneladas de trigo foram danificadas pelo excesso de chuva e perderam qualidade’’, informou o presidente da Ocepar. Apesar disso, o produto pode ser destinado à alimentação humana, mas está sendo rejeitado pelos moinhos. As outras 290 mil toneladas devem ser comercializadas normalmente através dos leilões do Programa de Escoamento da Produção (PEP).

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