A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), em nota oficial conjunta, enviada ao governo e à imprensa, classificaram de ‘‘abjetas’’ as agressões usadas pelos sem-terra durante a invasão de uma fazenda em Jundiaí do Sul, onde seis pessoas foram amarradas e espancadas violentamente. As duas entidades também fazem referência ao assassinato ocorrido em Tamarana.
Segundo a nota, os produtores rurais não estão surpresos, mas estarrecidos pela violência e pelos atos de banditismo e vandalismo praticados pelos sem-terra.
De acordo com a Ocepar e Faep, a intranquilidade no meio rural é uma realidade. O produtor começa a se perguntar se ainda vale a pena produzir diante de tanta ameaça ao seu patrimônio e à ausência de autoridade para garantir a continuidade do trabalho.
Para a Faep e Ocepar, o Movimento dos Sem-Terra é um movimento revolucionário, que busca a conquista do poder pela força da intimidação de grupos treinados para o embate, sob a forma de guerrilha. ‘‘Os produtores rurais não mais suportam tergiversações por parte das autoridades, a quem cabe impor o estado de Direito, e se preparam, em face dos últimos acontecimentos, para o embate que entendem iminente’’, alerta a nota. Acrescenta que as consequências, cujas causas são as invasões, serão imprevisíveis, quer pelo lado das relações sociais no campo, quer pelo lado do processo produtivo.
Impunidade As entidades lembram que têm alertado o governo do Estado sobre a escalada da violência patrocinada pelos invasores, ‘‘denominados sem-terra’’. Recentemente, em conjunto com demais federações que congregam o empresariado urbano, foi denunciado o elevado número de propriedades rurais invadidas no Paraná, a impunidade que acoberta estas invasões, e o risco iminente de confrontos entre produtores e invasores. ‘‘Ainda há tempo de o governo do Estado impedir o conflito e voltar a ser respeitado pelos produtores rurais‘‘, diz a nota.
De acordo com a Faep e Ocepar, é necessário punir agentes da guerrilha travestidos de sem-terra e promover indistintamente todas as desocupações das áreas invadidas. ‘‘Ao processo de invasões, entendem os produtores, tem que ser dado um basta, seja pela força da lei, seja pela aceitação do embate’’. Mais informações na Folha Cidades’’ .

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