ArquivoNovo alertaO presidente da Faep, Meneguette, que voltou a cobrar a liberação de financiamento para plantio O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, pediu ontem ‘‘providências urgentes’’ para que o governo federal restabeleça os financiamentos de custeio da safra deste ano no Paraná. Segundo ele, sindicatos rurais informaram que os bancos não estão em condição de atender a todos. Ágide enviou um ofício aos ministros Arlindo Porto (Agricultura), Pedro Malan, (Fazenda), Antônio Kandir (Planejamento), e ao presidente do Banco do Brasil, Paulo César Ximenes. Lembra que a safra de verão está no início e já está faltando dinheiro para o custeio, a juros de 9,5% ao ano. ‘‘De acordo com o compromissos do governo, não deveria haver problema no fluxo de crédito’’, afirmou. O presidente da Faep já havia alertado os produtores sobre a possibilidade do custeio da safra não sair, tão logo o ministro Arlindo Porto (Agricultura) anunciou em julho os números que o governo disporia para o financiamento (R$ 9 bilhões).
A reclamação dos produtores, entidades de classe e parlamentares levou o ministro Arlindo Porto a pedir ao Banco Central um levantamento detalhado da liberação de recursos do crédito rural pelo Banco do Brasil e bancos privados.
Ocepar também A Ocepar também manifestou sua preocupação em relação à falta de recursos para o custeio da safra 97/98. A entidade alertou que o atraso na liberação de R$ 100 milhões para o Paraná, este mês, pode comprometer o plantio da maior safra de soja de todos os tempos no estado. Para o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, o governo deveria disponibilizar os recursos que estão sobrando nos bancos privados para o Banco do Brasil custear a safra com juros de 9,5% ao ano com cobertura do Proagro.
Isso porque os bancos privados não estão aplicando até o limite das exigibilidades bancárias, 25% sobre os depósitos à vista, no crédito rural. Já que os bancos privados não estão fazendo empréstimos com a taxa de crédito rural, o Banco Central poderia realocar os recursos depositados por conta das exigibilidades para o Banco do Brasil financiar a safra, argumentou.
Segundo Koslovski o problema é que o Banco do Brasil já esgotou toda a sua exigibilidade bancária e não tem mais recursos disponíveis para o crédito rural. Conforme a Ocepar, no mês de agosto foram liberados R$ 162 milhões e em setembro, apenas R$ 80 milhões para uma demanda de R$ 180 milhões.
E esse déficit está ocorrendo no mês que se concentra o plantio. Ocepar acha que que até o final do ano serão necessários mais R$ 450 milhões e no primeiro trimestre de 98, cerca de R$ 200 milhões. A demanda total para esta safra no Paraná está avaliada em R$ 1,25 bilhão.

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