Faep apresenta propostas para plano agropecuário
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Da Redação 
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) encaminhou na última quinta-feira à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ao Ministério da Agricultura documento que reúne propostas de políticas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2008/2009. De acordo com o presidente do Sistema Faep, Ágide Meneguette, a elaboração do documento foi coordenada pelo Departamento Técnico Econômico da Federação, com consulta aos sindicatos rurais e membros das comissões técnicas da FAEP no final de março de 2008.
''Essa proposta não tem o objetivo de esgotar todas as demandas dos setores agropecuários paranaense e brasileiro. Mas, sim, busca subsidiar o Ministério da Agricultura com os principais fatores para a melhoria das condições de produtividade e renda da agropecuária'', disse.
No documento, foram apresentadas mais de 60 propostas envolvendo Proagro, seguro rural, crédito de custeio e comercialização, programas de investimento, instrumentos de apoio à comercialização, Programa de Geração de Emprego e Renda rural (Proger Rural), infra-estrutura, meio ambiente e pesquisa.
As propostas demonstram a necessidade urgente da implantação de um fundo de catástrofes para consolidar o seguro agrícola. ''Quero chamar a atenção para dois assuntos de extrema importância para o atual momento da agropecuária, como o recente aumento dos custos de produção e a necessidade de avançarmos com maior rapidez na consolidação de um seguro de produção e renda do produtor'', afirmou Meneguette.
A Faep propõe uma reformulação do crédito e do seguro rural. A legislação que rege o crédito rural é de 1965. Desde então, houve avanços nos instrumentos de crédito e comercialização, como também, em tecnologia. ''No entanto, os bancos são obrigados a seguir essa legislação. Isso faz com que a liberação dos financiamentos tenha alto custo operacional, haja uma maior burocracia e atraso na liberação dos recursos para o produtor. Hoje, é possível fazer crédito rural mais simples, automático e rotativo. Isso é um desejo dos produtores e até dos agentes financeiros. Mas, depende de mudança na legislação'', concluiu.


