Faep apela aos produtores que vacinem contra aftosa
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terça-feira, 17 de abril de 2001
Da Redação 
O Paraná retoma a vacinação contra a aftosa dia primeiro de maio com intenção de atingir 100% de imunização do rebanho de bois e búfalos. Para conscientizar os produtores, a Faep, a Seab, o Conselho de Sanidade, Conesa, e o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária, Fundepec, realizam de 23 a 26 deste mês seminários que fazem parte do Fórum Paraná Sem Aftosa: Compromisso de Todos.
Os eventos serão organizados por grupos macrorregionais de municípios. Ponta Grossa (23/4), Londrina (24/4), Cascavel (24/4), Umuarama (25/4), Guarapuava (25/4), Campo Mourão (26/4) e Paranavaí (26/4) serão sede dos encontros.
O presidente da Faep, Ágide Meneguette, alerta para o momento crucial vivido pela agropecuária paranaense, quando abrem-se oportunidades para a nossa carne e, ao mesmo tempo, o vírus da febre aftosa mostra-se mais ameaçador do que nunca, diante da explosão de focos da doença em várias partes do mundo, inclusive nos vizinhos Argentina e Paraguai.
Os produtores rurais devem encarar a situação do Paraná de área livre de aftosa como se fosse realmente uma guerra, diz Meneguette, que exige a mobilização de todos os paranaenses. O inimigo nessa guerra é o vírus da aftosa, que tentará entrar no Paraná. Os seus agentes, os seus quinta-colunas, como se dizia antigamente, são aqueles que não vacinam o gado, contrabandeiam, não denunciam os que não vacinam, enfim, aqueles que de uma forma ou outra - até por omissão - não colaboram, declarou Meneguette, ao fazer um apelo para que todos juntem suas forças. Temos que aprender a lição: todo o gado no Paraná precisa ser vacinado. Toda a vigilância ainda é pouca.
Quinta-coluna foi o termo usado na Segunda Guerra Mundial para denominar os traidores que apoiavam os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) contra os Aliados.
Segundo ele, quem estiver contrabandeando carne, gado, suínos ou qualquer animal que possa transmitir a doença deve ser denunciado porque está agindo contra os interesses paranaenses. Desafios maiores estavam por vir, diz, citando a manutenção da sanidade e a conquista de novos mercados. Agora estamos sendo postos à prova ante um grande desafio e a uma grande ameaça.
O presidente da Faep lembra que nos últimos dias as televisões e os jornais divulgam o que acontece na Europa e em outras partes do mundo onde milhares de bovinos e ovelhas são sacrificados, queimados e enterrados todos os dias.


