Faep alerta para vacinação contra aftosa
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
De Londrina 
A vacinação contra aftosa entra na reta final no Paraná, com encerramento previsto para o próxim dia 20 (o Ministério da Agricultura não confirmou oficialmente a prorrogação do prazo até o próximo dia 30). Ontem, o presidente da Faep, Ágide Meneguette, fez apelo para que os paranaenses não deixem de vacinar. ''A vacina é a melhor garantia de que a pecuária paranaense continuará conquistando novos mercados, vendendo mais e melhorando sua renda'', disse Ágide.
''Se faz seis anos que não ocorre foco da doença no Estado é justamente em função da conscientização dos criadores porque os riscos permanecem. Assim, um eventual relaxamento pode destruir anos de trabalho e de investimentos'', disse o presidente da Faep.
Ao fazer esta recomendação ontem, Ágide lembrou que nas regiões onde a aftosa retornou - Rio Grande do Sul e Argentina - os prejuízos são enormes.
Ágide apontou números para justificar a importância da imunização dos mais de 9 milhões de bovinos e bubalinos que precisam receber a segunda dose neste ano. Desde 98 o Paraná não exportava carne ''in natura''. Ano passado, depois de receber certificação internacional de Estado livre da aftosa (com vacinação), foram vendidas 10 mil toneladas. Faturamento de US$ 29 milhões. De janeiro a julho de 2001, as exportações chegam a 8 mil toneladas, o equivalente a US$ 21 milhões.
O preço do boi paranaense - graças a sua alta qualidade sanitária e do reconhecimento nacional e internacional - aumentou em 5% em comparação às cotações de São Paulo, principal mercado brasileiro.
Também as vendas externas da carne suína melhoraram na esteira do controle eficiente de febre aftosa e outras doenças animais. Em 97, o Paraná vendeu 8 mil t, saltando para 13 mil t. em 2000. E de janeiro a julho deste ano - as exportações neste setor já excederam a 12 mil t.
Diante desses avanços, o presidente da Faep reitera: ''continuaremos nesta condição privilegiada interna e externamente na mesma proporção em que estivermos vigilantes em relação à aftosa. Teremos novos avanços se não vacilarmos por um só momento quanto à sanidade dos rebanhos. Portanto, precisamos cumprir rigorosamente as exigência de mercados cada vez mais exigentes e seletivos que não abrem mão de um ítem fundamental: qualidade total dos produtos adquiridos.''


