Faep alerta governo sobre inflação do feijão
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Reportagem Local 
"Nós solicitamos ao governo federal que se fizesse uso imediato de instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para o feijão. Assim, evitaria o desestímulo ao plantio nas safras subsequentes, o que poderia gerar inflação do feijão no médio prazo, com a redução de oferta interna." O alerta é do presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette.
Em documento encaminhado à presidente da República, Dilma Rousseff, ao Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ontem, ele pediu para que sejam liberados os recursos para as aquisições do governo federal (AGFs) para a cultura no Paraná.
Desde o começo de janeiro, os preços pagos aos produtores não estão cobrindo os custos de produção. Hoje a saca de feijão tem um custo de R$ 104,77, segundo cálculos da Conab, entretanto, os produtores estão recebendo R$ 70 pela saca. Há regiões no Paraná em que a saca está cotada a R$ 60.
Meneguette lembrou que, no dia 15 de janeiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou a compra de 30 mil toneladas de feijão cores. Segundo ele, somente no dia 6 fevereiro a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a compra de R$ 100 milhões de feijão em diversos estados da federação, cabendo ao Paraná a cota de apenas 35 mil toneladas. Porém, até o momento, a Conab no Paraná ainda não recebeu a liberação dos recursos do Ministério da Fazenda para iniciar a operacionalização de Aquisições do Governo Federal (AGFs).
"Com essa negligência do governo federal, os produtores só acumulam prejuízos. A mesma demora excessiva em atender os produtores rurais brasileiros não é aplicada quando se trata em atender os interesses da indústria do trigo, por exemplo. Ao longo de 2013, o governo permitiu que mais de 3 milhões de toneladas fossem importadas dos EUA sem impostos, prejudicando os produtores brasileiros. Agora, nós temos dificuldades em comercializar o produto por falta de compradores, os quais estão estocados com produto importado", afirmou Meneguette.


